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PRF, MP e Polícia Civil realizam prisões em Campos dos Goytacazes

Até o final da tarde haverá novas detenções

- Atualizado em
Agentes das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e da Guarda Civil Municipal realizam, desde as primeiras horas desta quarta-feira (15), a operação Triunvirato. Até o momento, foram cumpridos 27 dos 36 mandados de prisão: 11 pessoas foram presas e as outras 16 já cumprem pena. Um homem foi preso em flagrante. Também foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão. Os presos são suspeitos de participarem de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas em Campos e Porciúncula.
Nesta manhã, foram apreendidos cerca de R$ 12 mil, 832 pinos de cocaína, diversas balanças de precisão, três carros, celulares e munições. Em coletiva realizada no início da tarde desta quarta, a Polícia Civil informou que, das 12 prisões, uma foi em flagrante. Os mandados de prisão foram cumpridos em Goitacazes, Nova Goitacazes, Tocos, Transmissor, Farol de São Thomé, Mineiros, Saturnino Braga e na cidade de Porciúncula. A operação Triunvirato continua durante a tarde.
As investigações, segundo o MP, tiveram início com a prisão em abril de 2018, de Fernando Balbinot, o “FB”, e Jonatas Nunes de Barros, conhecido como “Cocão”, quando foram apreendidas armas de fogo, munição, drogas e um caderno de anotações do tráfico contendo informações preliminares sobre locais de armazenamento de armas de fogo e munições da organização criminosa. Elas mostraram que, diante das disputas travadas pelo tráfico local e com as prisões dos líderes à época, “FB” expandiu suas atividades e passou a dominar o tráfico em Goytacazes e Nova Goytacazes, além de fornecer arma e entorpecentes para integrantes de facções criminosas em outros distritos.
Na estrutura criminosa, “FB” aparece como a principal liderança da Baixada Campista e, mesmo custodiado no presídio Carlos Tinoco da Fonseca, continua a exercer o tráfico de drogas, ordenando ações ilícitas da cadeia onde se encontra. E, visando expandir a atividade criminosa, “FB”, que inicialmente dominava apenas o território de Goytacazes e Nova Goytacazes, incorporou à sua organização outros indivíduos por toda a Baixada Campista, formando uma equipe com gerentes e associados com funções diversas, passando a atuar também no Farol de São Tomé, Saturnino Braga, Mineiros, comunidade do Transmissor, Baixa Grande, além de Porciúncula.

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