Lara Velho amplia produção da cultura no interior no Rio
Filha dos atores Paulo César Peréio (+2024) e Neila Tavares (+2022), a produtora cultural Lara Velho construiu uma trajetória no audiovisual brasileiro marcada pela atuação em cinema, televisão, teatro e projetos científicos. À frente da Terra Brasilis Produções e Filmes, ampliou seu campo de atuação ao assumir também a curadoria local de projetos culturais do Sistema S em Rio das Ostras, Casimiro de Abreu e Silva Jardim, além de comandar a Secretaria de Administração de Casimiro de Abreu.
Lara, como a produtora avalia a influência da formação familiar na sua trajetória profissional?
A minha formação vem diretamente da convivência com meus pais e do universo deles. Cresci dentro de sets, bastidores e ambientes criativos. Isso me deu uma visão prática do audiovisual desde cedo, mas também um senso de responsabilidade com a cultura. Ao longo do tempo, fui estruturando isso de forma profissional, buscando caminhos próprios.
E de que forma a Terra Brasilis se posiciona hoje no mercado audiovisual?
A empresa atua de forma diversificada. A gente desenvolve projetos com cinema, televisão, teatro, conteúdo institucional e até projetos científicos. Essa diversidade é estratégica, porque amplia as possibilidades de financiamento e circulação dos projetos, além de reduzir a dependência de um único mercado.
Quais são os principais desafios da economia criativa no interior do estado do Rio?
Acho que o desafio é em todo o Brasil. É um desafio estrutural, sabe? Ainda existe uma concentração muito grande de recursos e oportunidades nas capitais. No interior, é preciso articular mais parcerias, formar público e criar redes. Por outro lado, existe um potencial enorme de crescimento e de desenvolvimento regional por meio da cultura porque é um público que tem sede de novidades. Vejo isso pelo público nos eventos do Sesc.
E por falar em Sesc, como funciona a atuação nos projetos culturais do Sindicomércio na região? Tem um pouco de você, né?
Tem sido uma relação de muito respeito deles comigo. Eu levo para o Sindicomércio toda a experiência que construí ao longo da minha trajetória. Fui uma das entusiastas do Sesc Verão, que se consolidou como o maior festival de verão do interior, e hoje atuo na curadoria artística. Também participo do Sesc Inverno e do fomento ao Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. Esses eventos, que já são consolidados em Rio das Ostras, hoje também chegam a Casimiro de Abreu, onde fui muito bem recebida pela gestão do prefeito Ramon Gidalte. A proposta é integrar cultura e desenvolvimento econômico, fortalecendo o comércio e ampliando o acesso da população a eventos.
