Procuradora de Macaé comete crimes de racismo, preconceito ético e fomentar demissões de trabalhadores petistas
Uma publicação atribuída à procuradora do município de Macaé, Renata Pinto Rodrigues Ribeiro, provocou uma avalanche de denúncias nas redes sociais pelo conteúdo ofensivo contra nordestinos, mineiros, pessoas de baixa renda e beneficiários de programas sociais. As declarações ocorreram após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo, dia 25, e incluem críticas a eleitores petistas e afirmações sobre deixar de prestar auxílio a determinados grupos por meio de políticas públicas.
Renata integra a Procuradoria-Geral do Município de Macaé, no Norte Fluminense, e é servidora estatutária desde maio de 2004. Atualmente, ocupa o cargo de Procurador Especial-C, com jornada de 30 horas semanais.
Na mensagem, a autora se apresenta como autoridade pública municipal e declara: “Os petistas não vão trabalhar pra mim, não vou fazer mais política pública pra poder ajudar esse tipo de gente”.
Em outro trecho, aconselha empresários e microempresários a não contratarem nordestinos e mineiros. A publicação também contém expressões depreciativas dirigidas à população do Nordeste e referências ao Bolsa Família, programa federal de transferência de renda.
A 15ª seção da OAB publicouumanota de repúdio contra essa pulbicação. O prefeito de Macaé,Welbert Rezende fez uma publicação repudiando os ataque ofensivos e discriminatórios da servidora. Informando ainda que, medidas administrativas serão tomadas contra, “pois atitude dessas são inaceitáveis e não serão toleradas”.
A Prefeitura de Macaé, no Norte Fluminense, anunciou a adoção de providências administrativas para apurar a conduta da procuradora municipal Renata Pinto Rodrigues Ribeiro, após a repercussão de declarações ofensivas atribuídas à servidora nas redes sociais. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral do Município, que deverá analisar as medidas cabíveis conforme a legislação.
A 123ª DP (Macaé) instaurou inquérito policial para investigar a procuradora do município Renata Pinto Rodrigues Ribeiro. A apuração foi motivada por publicações em redes sociais nas quais a servidora profere declarações de teor discriminatório contra nordestinos, mineiros, beneficiários de programas sociais e a população LGBTQIA+.
A ação policial é conduzida pelo delegado titular, Dr. Pedro Emílio, e pelo delegado adjunto, Dr. Felippe Gomes. Como não houve um registro formal de ocorrência no primeiro momento, a equipe de inteligência da própria 123ª DP atuou de ofício para reunir as provas. “Tivemos que pegar dados a partir de redes sociais mesmo, porque ninguém registrou ou comunicou formalmente no primeiro momento. Tínhamos a maioria dos prints e já iniciamos a apuração”, explicou o delegado Felippe Gomes. Ela em nota pede apenas desculpas.
