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Estado acompanha aumento de casos de Mpox no RJ

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) monitora o aumento do número de casos de Mpox, em especial, na capital do estado. As mais de duas mil doses da vacina fornecidas pelo Ministério da Saúde serão destinadas ao município do Rio, que concentra o maior número casos: 207 dos 298 já confirmados entre janeiro e 6 de novembro deste ano, sem registro de óbitos.

Em 2025, foram confirmados 119 casos. Por conta do aumento, a SES-RJ mantém vigilância ativa junto aos municípios e reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os casos. Como parte das ações de enfrentamento à doença, a pasta vai emitir nota técnica com critérios e definições para orientar os municípios fluminenses, e organiza treinamento das equipes técnicas com o objetivo de qualificar a atuação dos profissionais de saúde das prefeituras, responsáveis pela identificação e encaminhamento dos casos.

A Mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus que provoca erupções e lesões na pele. Infectologista do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, Rafael Galliez explica que a transmissão do vírus da Mpox ocorre por contato íntimo e por gotículas respiratórias.

Entre as medidas para reduzir o risco de transmissão estão evitar o contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas e procurar atendimento em uma unidade de saúde diante de possíveis sintomas. As manifestações incluem erupções e lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço.

“Como tudo que envolve doenças infecciosas e transmissíveis, a percepção sobre o aumento de casos nos leva a uma maior atenção. Estamos observando essa tendência e orientando a procura pelos serviços de saúde em casos suspeitos”, explica.

A vacinação é destinada prioritariamente a grupos específicos, conforme critérios epidemiológicos definidos pelo Ministério da Saúde. A imunização é destinada, prioritariamente, às pessoas vivendo com HIV (PVHIV) que apresentaram maior risco de agravamento pela doença, mediante levantamento prévio e agendamento.

Caso, após 15 dias da data do agendamento, não seja possível localizar esse público por meio de busca ativa, as doses deverão ser ofertadas progressivamente a outros grupos específicos com maior risco de exposição ou agravamento do quadro. São eles: pessoas vivendo com HIV que apresentem menor risco de gravidade; usuários de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP); e técnicos de laboratórios que manipulam amostras de Mpox. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas.

Até 2 de novembro, a SES-RJ registrou 953 doses aplicadas contra a Mpox em todo o território fluminense. Os dados constam do Painel de Ocorrência, atualizado na terça-feira (03/11), com informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

Sobre a Mpox

A maioria dos pacientes infectados com a Mpox apresenta sintomas leves ou moderados. O tratamento consiste em cuidados clínicos de suporte, voltados ao alívio dos sintomas, à prevenção e ao tratamento de complicações e à redução do risco de sequelas.

Segundo técnicos da SES-RJ, o número de lesões varia de pessoa para pessoa. Embora sejam mais frequentes no rosto, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, elas podem aparecer em qualquer região do corpo, inclusive nos órgãos genitais.

Mais informações e orientações sobre a Mpox estão disponíveis no painel Monitora RJ, no site da SES-RJ (monitorar.saude.rj.gov.br).

Recomendações sobre prevenção:

* Evitar contato físico direto com lesões de pessoas com suspeita ou confirmação de Mpox;

* Suspender o contato íntimo e as relações sexuais diante de sinais ou sintomas suspeitos, até a avaliação por um profissional de saúde;

* Não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas de cama e vestimentas, que possam estar contaminados;

* Procurar atendimento em uma unidade de saúde ao identificar lesões suspeitas, especialmente nas regiões genital, anal e oral, mas também em outras partes do corpo, mesmo quando não houver febre ou aumento dos gânglios linfáticos.

Imagem Perfil Redação Portal Cidades BR

redação

Jornalista, especializada em economia, petróleo e assessoria de comunicação empresarial e pessoal.

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