Crivella é acusado de fraude de R$ 789 milhões na prefeitura do Rio
O ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e outras dez pessoas foi denunciado por improbidade administrativa no caso conhecido como “QG da Propina” pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ). O esquema seria coordenado por Crivella e o empresário Rafael Alves, que tinha grande influência na gestão do ex-prefeito. O foco da investigação foi o contrato de R$ 789 milhões firmado entre o Previ-Rio — instituto de previdência dos servidores municipais — e o grupo Assim Saúde. No inquérito, o MP-RJ conclui que a licitação foi direcionada ilegalmente com o edital sendo elaborado para beneficiar a empresa vencedora.
De acordo com o inquérito, o esquema envolvia fraudes em licitações da Prefeitura do Rio, com uso de empresas de fachada, notas fiscais frias e contratos fictícios. A denúncia foi feita em dezembro, mas ainda não foi analisada pela Justiça fluminense.
O denunciou O ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e outras dez pessoas por improbidade administrativa no caso conhecido como “QG da Propina”. Na ação, os promotores pedem a condenação e devolução de R$ 32 milhões aos cofres públicos da prefeitura do Rio. Crivella nega as acusações.
A ação de improbidade afirma que foi ajustado o pagamento de propina correspondente a 3% do valor global que viesse a ser recebido pela Assim Saúde em contratos com o município. Segundo o MP, documentos apresentados à Justiça destacam que Marcelo Crivella tinha total ciência dos atos praticados por seus subordinados, além de possuir o domínio finalístico e funcional dos fatos.
Na acusação, os promotores afirmam que foi combinado o pagamento de propina correspondente a 3% do valor global que viesse a ser recebido pela Assim Saúde em contratos com o município do Rio. O MP-RJ afirma ainda que Marcelo Crivella tinha total ciência dos atos praticados por seus subordinados e possuía o domínio finalístico e funcional dos fatos. O grupo teria recebido R$ 32 milhões em propina, valor que os promotores pedem que sejam devolvidos aos cofres públicos.
Em nota Crivella negou as acusações, disse não ter sido ouvido ainda na investigação e que a contratação do plano de saúde “foi conduzida pelo Previ-Rio, com aval da Controladoria-Geral, da Procuradoria-Geral do Município e do Tribunal de Contas”. Sua defesa diz que essa é uma manobra política para a próxima campanha já que Crivella teria grandes chances a uma cadeira no Senado.
