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Petroleiros de todo o país estão em greve por tempo indeterminado

Os trabalhadores e as trabalhadoras do Sistema Petrobrás estão em greve por tempo indeterminado, desde a zero hora desta segunda-feira (15), em todo o país. A paralisação nacional é resultado de amplo processo de assembleias e expressa a insatisfação da categoria diante dos ataques e das ações unilaterais da gestão Magda.

A greve tem como eixos centrais a luta por um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) forte, a justa distribuição da riqueza gerada pela Petrobrás, o fim dos equacionamentos da Petros (PEDs) e o reconhecimento da Pauta pelo Brasil Soberano, com a suspensão imediata dos desimplantes forçados.

Representantes dos sindicatos com base offshore estiveram reunidos na tarde deste domingo (14) para alinhar as últimas estratégias antes da deflagração da greve nacional, que ocorre de forma unificada em todas as regiões do país. Para os trabalhadores offshore, a indicação é clara, para a produção, entrega a plataforma e solicita desembarque.  Os demais trabalhadores de terra, seja administrativo ou turno de terra, o indicativo é não trabalho.

O diretor Tezeu Bezerra informou que há um grande aparato policial no Heliporto, mas não está previsto trançaço. “É muito carro de polícia, tem mais de 10 carros de segurança pública aqui e a gente não costuma fazer trancaço, a gente costuma fazer adesão e é isso que a gente está fazendo, já teve companheiro chegando aqui pra gente, informando que estava de greve, estava embarcando, companheiros da TBM, companheiros de algumas áreas específicas e qualquer trabalhador tem direito de aderir à greve. O contrato de trabalho fica suspenso e você que trabalha na Petrobrás, faça a greve, porque essa greve é por respeito, é por melhores condições do nosso acordo coletivo, melhores condições para os aposentados e aposentadas”, afirma Tezeu.

Na base do Sindipetro-NF, as assembleias foram concluídas na sexta-feira (12). O resultado final, considerando todas as unidades offshore e onshore, registrou 96,10% de aprovação para a greve por tempo indeterminado, evidenciando a forte adesão da categoria ao movimento.

“Definimos uma série de itens que serão utilizados como base para construirmos a greve. Os Sindipetros estão reunidos para que entremos juntos nessa mobilização de forma unificada. Se a empresa não recuar nos ataques que estão sendo colocados nesta Campanha Reivindicatória, não apontar uma solução para os PEDs e não apresentar um ACT compatível com o tamanho da Petrobrás — que segue sendo a empresa mais lucrativa do país — a categoria responde com greve. Uma greve extremamente forte, com controle e parada de produção”, afirma Sérgio Borges, coordenador-geral do Sindipetro-NF.

Os 14 sindicatos da Federação Única dos Petroleiros (FUP) estão mobilizados e cumprem rigorosamente os trâmites legais previstos na Lei de Greve (Lei nº 7.783/89). A unidade, a solidariedade e o companheirismo entre os trabalhadores marcam mais este momento histórico de enfrentamento da categoria petroleira em defesa de direitos, da soberania nacional e de condições dignas de trabalho. Para os trabalhadores offshore, a indicação é clara, para a produção, entrega a plataforma e solicita desembarque.

Imagem Perfil Redação Portal Cidades BR

redação

Jornalista, especializada em economia, petróleo e assessoria de comunicação empresarial e pessoal.

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