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Vereadores apresentam propostas em defesa dos educadores

A sessão desta quarta-feira (22), na Câmara Municipal de Macaé, foi marcada pela defesa dos educadores. Um requerimento de Cesinha (Cidadania), solicitando monitoramento por câmeras nas escolas da rede municipal, foi aprovado. E um projeto de Lei (PL) de Leandra Lopes (PT), para prevenção da violência contra os educadores, foi debatido pela primeira vez. O PL 162/2025 volta ao plenário para ser discutido e votado na próxima semana.

Para ilustrar a violência a que estes profissionais estão expostos, a vereadora Leandra citou o caso ocorrido na última segunda-feira (20), no Distrito Federal, quando um educador foi violentamente agredido pelo pai de uma aluna. O episódio teria ocorrido após o professor ter repreendido a estudante por utilizar o celular em sala de aula. “Muitos pais e responsáveis não respeitam os profissionais nas escolas e os tratam como se eles fossem seus empregados. Eles não são! São servidores públicos, que conquistaram o cargo que ocupam por concurso e qualificação”, enfatizou a petista.

Leandra acredita que este cenário de desvalorização, associado aos salários pouco atrativos, esteja desestimulando os jovens a ingressarem em carreiras do magistério. Ela também comentou sobre o recente decreto (nº 236/2025), que obriga os profissionais da educação, afastados por motivo de doença, a protocolar atestado no Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt), em até 48h, sob pena de falta injustificada. “São mais de 7 mil servidores na rede. Muitos estão sobrecarregados e, por isso, estão adoecendo”.

A vereadora acredita que dificultar o acesso do trabalhador ao direito de cuidar da própria saúde não resolverá a questão das faltas. “Se há suspeita de mau uso de atestados médicos, que se investigue o caso em particular e não penalize todos os servidores”. Leandra argumentou que o Sesmt não possui sequer estacionamento e sua localização no Centro da cidade – e não no local de trabalho de cada um – traz uma dificuldade extra para quem adoece ou precisa se ausentar para fazer uma consulta médica ou exame.

Monitoramento por câmeras

Já o Requerimento 364/2025, apresentado por Cesinha, busca garantir a proteção e a segurança do patrimônio público, assim como a integridade física e moral de alunos e professores. “Não queremos invadir o espaço pedagógico, mas evitar maus-tratos e violência dentro das escolas”. O parlamentar também criticou o Decreto 236. “Temos 42 mil alunos na rede, uma responsabilidade enorme para os profissionais da educação”.

Para Cesinha, a tarefa de comprovar a veracidade dos atestados médicos não cabe aos servidores, mas aos médicos que emitem tais documentos. “Impor isso aos trabalhadores apenas os sobrecarrega ainda mais”.

Imagem Perfil Redação Portal Cidades BR

redação

Jornalista, especializada em economia, petróleo e assessoria de comunicação empresarial e pessoal.

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