Casimiro enfrenta crise econômica
Casimiro de Abreu enfrenta uma séria crise financeira assim como Rio das Ostras. A estimativa com o fim da plataforma P-53, no campo de Marlim Leste, é uma queda de 10 a 15% no total da receita recebida pelo município. Em maio, a perda registrada foi de 10,8%. Em junho, a perda chegou quase aos 15% como previsto.
Segundo Mauro Melcher Goulart da Cunha, secretário de planejamento e processamento de dados, todas as secretarias e autarquias foram orientados por decreto de revisão nº 3.878/2025 a fazer redução de 25% em toda sua despesa. O contingenciamento de que trata o decreto deverá alcançar, no mínimo, a monta de 25% (vinte e cinco por cento) dos quantitativos relativos ao saldo de cada contrato que esteja em vigor ou das contratações em curso processual. Os órgãos entidades no âmbito da administração Municipal direta e indireta de Casimiro deverão apresentar, imediatamente, um plano de renegociação para cada contrato sob sua responsabilidade.
Mauro Melcher explicou que, as secretarias de Saúde, Segurança e Cultura e as mesmas tem gestão própria do orçamento.de trata do controle orçamentário e da execução. “Temos que o recurso do Fundep, arrecadação própria e emenda parlamentar para saber o quanto iremos cortar, já que a interrupção da produção da plataforma P-53, no campo de Marlim Leste, representa quase um quarto de sua arrecadação de royalties. A secretaria de Planejamento tem feito junto com outras, avaliação do que está dependurado no orçamento e ver o que pode dar continuidade e o que pode parar”.
Isso impactou diretamente nos serviços oferecidos do município. E também na vida do servidor municipal. Como resultado, os dez dias de férias se forem vendidos pelo servidor não está sendo pago pelo município. Essa determinação está sendo válida até dezembro. O prefeito Ramon Gidalte está apertando o cinto pois está de olho na economia mundial e que os ajustes são necessários neste momento para não afetar os serviços básicos.
Outra questão determinada pelo prefeito Ramon Gidalte são os cortes da comissão dos servidores efetivos e dos comissionados e efetivos foram todas cortadas. As gratificações das autarquias também foram cortadas por determinação do prefeito. Antes disso, somente os gestores dessas unidades tinham autonomia de conceder ou retirar as gratificações. Isso impactou principalmente a guarda municipal, que além do salário recebiam acréscimos como horas extras, principalmente em serviços nos eventos e outras atividades fora do horário de plantão.
A comunidade e até mesmo os próprios profissionais estão se manifestando contra essa lei, alegando que o agente de segurança não tem garantia de manter o risco de vida, caso seja submetido a situações que o afastem do trabalho. Muitos consideram que essa redução impacta diretamente na efetividade do serviço público, diminuindo a eficiência e credibilidade do agente perante a população. Agora, com a interrupção da P-53, o impacto fiscal poderá comprometer de vez programas sociais, obras de infraestrutura e o pagamento regular do funcionalismo, num cenário que exige medidas ainda mais duras de austeridade e gestão responsável.
Fim da P-53
A paralisação da P-53 foi determinada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), após auditoria apontar falhas estruturais graves e reincidência de irregularidades que já haviam motivado uma interdição anterior. A decisão, embora técnica e necessária para garantir a segurança da operação, traz consequências devastadoras para cidades que dependem economicamente da exploração de petróleo. A OMPETRO já articula junto à Petrobras e à ANP alternativas para acelerar os reparos e garantir que a plataforma retorne à produção com segurança o mais rápido possível.
