Escola Firjan SESI Macaé é uma das mais premiadas no Rio de Letras
Quais são as cidades e escolas que mais vêm produzindo jovens autores selecionados pela Academia Brasileira de Letras (ABL) no Prêmio Rio de Letras? Um levantamento da Firjan SESI mostra que, nos últimos dois anos, 27 deles são da capital, mas a Escola Firjan SESI Macaé se destaca, sozinha, com seis jovens autores. O prêmio, que chega à terceira edição neste ano, é uma iniciativa da Firjan SESI em parceria com a ABL e a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc). As inscrições estão abertas somente até esta sexta-feira (17/7).
A premiação é voltada a estudantes do Ensino Médio das redes estadual e Firjan SESI, e cada participante pode submeter somente um trabalho, escolhendo entre as categorias Poesia, Crônica e Conto, cujos textos são selecionados pelos imortais da ABL. Neste ano, o tema escolhido foi “Inteligência Artificial e Criatividade”, enquanto nas edições anteriores os textos abordaram diversidade e natureza, num total de mais de 100 jovens autores premiados.
Na Escola Firjan SESI Macaé, um dos diferenciais que levaram a unidade a ter seis autores selecionados é o curso de Escrita Criativa. A coordenadora de Educação Básica, Rejane Senna, conta que nunca houve um interesse tão grande pelas aulas, oferecidas há cerca de quatro anos – portanto, anterior à realização do prêmio. Segundo ela, muitos estudantes relatam que isso se deu em função do prêmio. “Temos sempre conquistado medalhas, os trabalhos são reconhecidos. Isso acaba sendo um incentivo para os alunos buscarem mais a leitura e a escrita”, pontua.
O primeiro passo é identificar os interessados. Semanalmente, é promovido um encontro para que falem sobre o processo de criação – um acompanhamento que, segundo Rejane, tem feito toda a diferença. Ao fim desse processo, as professoras responsáveis pela tutoria na participação do prêmio fazem uma seleção dos que serão submetidos. “Os estudantes se apoiam muito, mas têm muita sede de competição, de ganhar, então temos tido resultados muito bacanas”, conclui.
Já na Escola Firjan SESI Petrópolis, de onde também saíram seis autores premiados, a professora Rafaela Rabello, que ministra aulas de Língua Portuguesa, Redação e Literatura, destaca não só o prêmio em si, como a cerimônia de premiação – que, no ano passado, foi no Theatro Municipal do Rio. “Nós somos do interior e, para muitos, foi a única oportunidade de conhecer o Theatro Municipal, estar lá dentro e participar de um evento dessa grandiosidade”, destaca, ressaltando ainda o contato com os atores e escritores Lázaro Ramos e Thalita Rebouças, apresentadores do prêmio.
Bicampeão no Sul Fluminense
Bicampeão na categoria Crônica, Fellipe Spínola, então aluno do Colégio Estadual Engenheiro Passos, de Resende, hoje é estudante de Farmácia na Associação Educacional Dom Bosco. Fellipe sempre gostou de se expressar, especialmente por meio da música, por isso já vinha arriscando alguns textos. Assim que soube do prêmio, recebeu incentivo na escola. “A professora disse que estava decidida a me inscrever e pediu que preparasse um texto. Em dois dias escrevi algumas crônicas e ela escolheu uma”, recorda. “Eu não imaginava nem que seria finalista. Quando a professora contou, foi um choque. Meus familiares ficaram felizes. Um pouco surpresos também – não por não acreditar em mim, mas pela magnitude desse prêmio”.
